Os paraguaios saberão somente hoje, às 17 horas, se termina o estado de sítio determinado pelo presidente Luiz Gonzalez Machi desde o dia 18 de maio, quando militares (supostos seguidores do ex-general Lino César Oviedo) tentaram um golpe de estado na capital Assunción.
Uma reunião foi marcada para esta tarde no Congresso, a pedido dos deputados e senadores, para decidir pelo final da medida. Até ontem, 113 pessoas foram presas, entre eles 35 oficiais do Exército, quatro jornalistas e três deputados do Partido Colorado (oviedista).
Na noite do golpe, os militares invadiram um batalhão, levaram carros blindados às avenidas centrais da capital e chegaram a disparar tiros de tanques contra o prédio do parlamento. O Exército conseguiu controlar os rebeldes somente por volta das 5 horas.
Em uma entrevista a uma rádio paraguaia, Oviedo negou envolvimento no golpe e acusou o presidente Machi de planejar um ‘‘autogolpe’’ para conquistar a simpatia da população.
Este foi o terceiro levante antigovernista nos últimos quatro anos. O ex-general é fugitivo da Justiça paraguaia, acusado de liderar a primeira tentativa de golpe (em abril de 1996) e também suspeito de ser mandante do assassinato do vice-presidente Luiz Maria Argaña.
Milhares de cartazes com os dizeres ‘‘Se busca’’ (procura-se) estão espalhados pelas cidades paraguaias, oferecendo US$ 100 mil (cerca de R$ 185 mil) para quem passar informações sobre Oviedo.

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