Paraguai confirma prisão de 14
Associated Press
De Assunção
A justiça militar paraguaia confirmou ontem que 14 oficiais do Exército estão presos depois de uma frustrada tentativa de golpe de Estado inspirado, segundo seus inimigos, pelo exilado ex-general Lino César Oviedo.
O ministro da Defesa Nelson Argaña voltou a dizer ontem que o caso não foi qualificado como tentativa de golpe, mas como faltas graves de indisciplina.
Ele confirmou também a declaração de anteontem do presidente Luis González Macchi, dando conta que as prisões ocorreram por causa da difusão da informação de que Oviedo, exilado na Argentina, teria entrado clandestinamente no país.
Argaña afirmou que no momento não haverá mais prisões, mas não descarta que durante as investigações surjam novos envolvidos, entre eles um grupo de generais aposentados que demonstraram meses atrás sua adesão a Oviedo.
O general aposentado Eugenio Morel, assessor para assuntos militares da Câmara dos Deputados, disse ontem que deve haver mais ramificações deste suposto levante.
Não é possível que um grupo de oficiais de baixa hierarquia tenha tentado, por decisão própria, tomar o comando da Artilharia, disse Morel.
O deputado Alfonso González, do Partido Colorado, afirmou que os comandantes de unidades da Cavalaria, pertencentes ao Primeiro Corpo do Exército, estão incomodados com um projeto de lei que propõe reduzir seus salários.
Na história política do Paraguai, os oficiais desta arma foram os promotores da maioria dos golpes de Estado.





