O novo governo do presidente do Paraguai, Federico Franco, condenou hoje (25) o Mercosul por suspender temporariamente o país do bloco. O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, José Félix Fernández Estigarribia, cobrou dos nove governos que apoiaram a decisão (Brasil, Argentina e Uruguai, além de seis parceiros) espaço para a defesa e a apresentação de esclarecimentos. O Paraguai foi suspenso ontem (24) do Mercosul até 2013 devido à forma como conduziu o impeachment do presidente Fernando Lugo.

Fernández Estigarribia disse ainda que o Paraguai não participará da Cúpula do Mercosul, nos dias 28 e 29, na Argentina. No entanto, ele elogiou a declaração do assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que disse ontem (24) que nem o Brasil nem o Mercosul vão intervir nas questões internas paraguaias.

O chanceler disse também que está conversando de forma privada com os nove chanceleres dos países que assinam a suspensão do Paraguai. Ele se refere ao Brasil, à Argentina, ao Uruguai (os três são membros permanentes), além do Equador, da Bolívia, da Venezuela, do Chile, da Colômbia e do Peru, que são países parceiros do Mercosul e não são membros permanentes.

Ontem o Ministério das Relações Exteriores da Argentina divulgou nota anunciando a suspensão temporária do Paraguai do Mercosul Os nove governos condenaram de forma veemente a maneira como ocorreu o impeachment de Lugo, no último sexta-feira (22).

A iniciativa indica que o Paraguai também deve ser suspenso da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), da qual fazem parte os nove países que assinaram a medida do Mercosul, mais o Suriname e a Guiana. Atualmente, o Paraguai é presidente pro tempore da Unasul. A próxima presidência será exercida pelo Peru.

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