Paraguai aponta acusados de matar Argaña
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quarta-feira, 05 de maio de 1999
France Presse 
O ex-presidente Raúl Cubas e o ex-general Lino Oviedo, entre outros, foram os autores morais do assassinato do vice-presidente do Paraguai Luis María Argaña no dia 23 de março passado, afirmou ontem, em Assunção, o chefe de estado interino do Paraguai, Juan Carlos Galaverna. Galaverna substitui o presidente Luis Gonzalez Macchi que viajou ao Chile. Galaverna se referiu às primeiras revelações oficiais em torno do crime de Argaña, divulgadas pelo juiz Jorge Bogarín, o promotor Marcos Alcaraz e o ministro do Interior Walter Bower.
As autoridades judiciais e policiais identificaram como autores do assassinato o coronel Wladimiro Woroniecki e os civis Máximo Osorio e Walter Gamarra, todos eles já presos, e aos quais se soma José Villar, foragido da justiça há mais de um ano. O ministro do Interior afirmou em coletiva à imprensa que Osório, com uma pistola calibre 38, foi quem executou Argaña com vários disparos, segundo as testemunhas do fato.
Perguntado se Oviedo e Cubas são os principais responsáveis, respondeu que com um raciocínio fácil, lógico e claro isso pode ser deduzido, mas não quis incriminá-lo, frisando que ainda não estamos em condições de falar dos autores morais. Adiantou apenas que entre 50 e 70 pessoas estão seriamente comprometidas, várias das quais parlamentares do Partido Colorado, no poder. Não obstante, o presidente do Senado e chefe de Estado interino Juan Carlos Galaverna citou um a um os nomes das pessoas que na sua opinião agiram de forma coordenada para assassinar Argaña.
Mencionou o ex-chefe de polícia Niño Trinidad Ruiz Díaz, Oviedo, Cubas, o deputado Conrado Pappalardo, um empresário da cidade de Pedro Juan Caballero, Bonifacio Nara, e o governador dessa região, Víctor Hugo Paniagua. Incluiu ainda os ex-vice-presidentes do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral Carlos Mojoli e Expedito Rojas. Todos do Partido Colorado.
O ex-general Oviedo está asilado na Argentina, e o ex-presidente Cubas se refugiou no Brasil depois de renunciar, no dia 28 de março.


