Federico Franco, presidente do Paraguai, disse na semana passada que planeja realizar um referendo nas eleições de abril de 2013 sobre a continuidade do país no Mercosul.
  ‘‘Podemos fazer um referendo e perguntar às pessoas, nas eleições de abril do ano que vem, o que elas querem. A pergunta seria: Pode o governo de um ano tomar uma decisão tão drástica como a de retirar o Paraguai do Mercosul ou é melhor aguentar e esperar as condições necessárias para que o próximo governo decida?’’, questionou Franco. ‘‘Não vou tomar nenhuma decisão que possa ser prejudicial ao país e que agrade uma ou duas pessoas. Minha decisão sempre será tomada para o benefício dos habitantes do Paraguai.’’
  O Paraguai foi suspenso recentemente do Mercosul e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) após o impeachment de Fernando Lugo da Presidência, em junho. As duas organizações consideraram que o processo que levou à destituição do ex-presidente não permitiu sua ampla defesa.
  Nos últimos dias, Franco tem dado declarações polêmicas sobre o país. No dia 8 de agosto, disse que pretendia rever o acordo energético feito com o Brasil em relação à usina de Itaipu. Para ele, o Paraguai estava ‘‘cedendo’’ e não ‘‘vendendo’’ energia ao Brasil, algo que colocava em risco a soberania do país.

● O Mercado Comum do Sul (Mercosul), formado originalmente pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, foi instituído por meio do Tratado de Assunção em 1991

● É uma usina hidrelétrica binacional localizada no Rio Paraná, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Foi construída pelos dois países entre 1975 e 1982


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