O ex-candidato a presidência e líder da oposição Alejandro Toledo reiterou ontem que o presidente peruano, Alberto Fujimori, ‘‘deve deixar de ser uma fonte de instabilidade política’’ e renunciar, depois do retorno ao Peru de seu ex-assessor, Vladimiro Montesinos.
‘‘A renúncia de (Francisco) Tudela – primeiro vice-presidente – e o anúncio da renúncia de (Ricardo) Márquez – segundo vice-presidente – deixam claros os sinais de que Fujimori deve deixar de ser a fonte de instabilidade política no Peru e deve renunciar’’, disse Toledo em Lima, em uma entrevista concedida à rede de televisão norte-americana CNN.
O pronunciamento de Toledo foi feito em seguida à crise agravada no país com o retorno do ex-assessor da presidência, Vladimiro Montesinos, à Lima. Montesinos estava desde 24 de setembro no Panamá, onde esperava receber asilo político.
Sua chegada, que não possui uma explicação oficial, além de precipitar a renúncia de Francisco Tudela, que considera que a presença de Montesinos põe em risco o processo de transição até as novas eleições, fez o segundo vice-presidente, Ricardo Márquez, também cogitar a possibilidade de renunciar.
Toledo adiantou durante a entrevista que que que a oposição peruana não abandonará a mesa de diálogo com a Organização de Estados Americanos (OEA). ‘‘Nós não vamos nos retirar do diálogo com a OEA. Continuaremos explorando esse caminho, mas paralelamente vamos reiniciar as mobilizações em todo o Peru e vamos intensificar nosso trabalho com a comunidade internacional, fora da OEA (...) para resolver a agonia da crise’’, declarou o líder da oposição.

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