Para sobreviventes a pena do TPI foi considerada branda
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quinta-feira, 02 de agosto de 2001
Associated Press<BR>De Haia 
Só 46 anos?, perguntou Behara Hasanovic, sobrevivente do massacre, referindo-se à pena aplicada ao general servo-bósnio Radislav Krstic pelo Tribunal Penal Internacional para crimes na ex-Iugoslávia. A gente dele arrancou meu filho dos meus braços. Quero vingança! O veredicto é nosso.
Ela estava entre as milhares de mulheres, crianças e idosos que procuraram refúgio numa base da Organização das Nações Unidas (ONU) ao norte de Potocari em julho de 1995, diante do implacável avanço das forças servo-bósnias sobre Sbrenica.
Cerca de 10.000 homens da 28ª Divisão do Exército muçulmano-bósnio também haviam deixado a cidade, tentando alcançar o enclave muçulmano de Tuzla.
Criada em 1993 quando a ONU declarou Sbrenica zona segura, a base era ocupada por soldados holandeses. Os refugiados tiveram de deixar a base dois dias depois de sua chegada. O comando holandês havia feito um acordo com o general servo-bósnio Ratko Mladic, que se comprometeu a não molestá-los.
Fora da base, os refugiados caíram em mãos dos servo-bósnios. Os poucos homens que se encontravam no grupo foram separados, detidos e sumariamente executados.
PrisõesA polícia da federação muçulmano-croata prendeu três antigos oficiais do Exército muçulmano indiciados pelo tribunal de crimes de guerra da Organização das Nações Unidas (ONU) por supostas atrocidades cometidas durante uma guerra de três anos e meio de duração, informou o governo local ontem. Mehmed Alagic e Enver Hadzihasanovic ambos ex-generais - são os muçulmanos de mais alta patente a serem presos por acusações de crimes de guerra. Amir Kubura, outro oficial, também foi detido.


