Nova York - O ministro russo das Relações Exteriores, Igor Ivanov, disse ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que a apresentação do secretário de Estado norte-americano Colin Powell sobre o Iraque mostra que as inspeções de armamento devem continuar nesse país.
''Estas informações devem ser enviadas imediatamente para a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), que deverá fazer as verificações no terreno durante as inspeções no Iraque'', explicou Ivanov. Segundo ele, ''os especialistas devem analisar imediatamente este material e tirar as conclusões apropriadas.
Em Moscou, o chefe da agência russa para munições, Zinovi Pak, afirmou ontem que Bagdá não tem ''os conhecimentos científicos'' necessários para fabricar armas químicas modernas. ''Para desenvolver armas como essas são necessários conhecimentos científicos que o Iraque não tem'', assinalou Pak à agência de notícias RIA-Novosti.
Efetivamente, os inspetores da Onu indicaram não ter encontrado armas de destruição em massa no Iraque em seu relatório de 27 de janeiro ao conselho de segurança da ONU.
Entre os membros permanentes do conselho de segurança com direito de veto, Estados Unidos e Grã-Bretanha estão a favor da guerra, ao contrário da França e China. ''Devemos apoiar a continuação do trabalho'' dos inspetores, afirmou o chefe da diplomacia chinesa, Tang Jiaxuan, após a apresentação de Colin Powell. A Rússia, quinto membro do conselho, deu a entender nos últimos dias que pode aderir à posição americana.

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