Os presidentes do Peru, Alberto Fujimori, e do Paraguai, Juan Carlos Wasmosy, foram os líderes presentes na Cúpula de Santiago que argumentaram ontem contra a ausência de Cuba no encontro. Fujimori disse que a exclusão de Cuba é ‘‘injusta, ainda mais agora que Fidel Castro deu uma prova de avanço para a democracia ao libertar presos políticos’. Wasmosy, por seu turno, lamentou os efeitos do bloqueio econômico que os EUA impõem sobre Cuba desde 1962 e pediu que seja terminado.
O presidente cubano, Fidel Castro, 71, telefonou a seu colega chileno,
Eduardo Frei, para desejar êxito à Cúpula das Américas. Mas, do lado norte-americano, não há sinais de disposição para incluir Cuba enquanto ela estiver sob a liderança de Fidel Castro.
Posição de Fidel‘‘Cuba tem o maior interesse que a Cúpula das Américas dê todos os frutos possíveis’’, assegurou o embaixador argentino em Havana, Jorge Telerman, ao revelar à imprensa uma recente conversa mantida com o presidente Fidel Castro.
Em declarações ao jornal La Nación, Telerman acrescentou que, durante o encontro com Fidel Castro, que, há alguns dias, realizou uma visita não prevista à embaixada argentina em Havana, o presidente cubano, o único chefe de Estado do continente a não ser convidado para o encontro, manifestou que o sucesso da cúpula representa um sucesso para a totalidade dos países envolvidos.
Democracia Processos de integração e de democracias cada vez mais consolidadas marcam o novo rumo do continente, disse ontem o presidente chileno Eduardo Frei, depois da inauguração da 2ª Cúpula das Américas.
‘‘Os Estados já não podem conceber suas políticas sem levar em conta a questão regional ou desafios globais’’.
‘‘No passado, os ciclos de democratização de nossa região se viam interrompidos por involuções autoritárias ante a passividade de nossas instituições regionais e multilaterais. Hoje não estamos dispostos a repetir esse ciclo; a grande corrente democratizadora deve continuar avançando, decidida e poderosa’’, assinalou Frei.

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