O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, declarou ontem que a reunião ministerial árabe consagrada à situação nos territórios palestinos proclamou a necessidade de ‘‘continuar com a Infifada’’.
‘‘Existe uma decisão unânime de prosseguir a resistência palestina e a Intifada, seja qual for o preço’’, disse Mussa depois de mais de duas horas de reuniões a portas fechadas dos ministros do comitê de acompanhamento árabe.
O comitê ‘‘tomará resoluções para tornar realidade esta atitude e enfrentar uma agressão que não teme nenhuma força do mundo, que se crê beneficiada de uma proteção total do Conselho de Segurança (ONU) e que se desenvolve em meio às dúvidas européias e à fragilidade árabe’’, acrescentou.
A Intifada (revolta palestina) já custou mais de cinco bilhões de dólares aos palestinos desde seu início a 28 de setembro passado, disse ontem na capital egípcia o presidente palestino, Yasser Arafat.
‘‘Os prejuízos sofridos (pelos palestinos) ultrapassam cinco bilhões de dólares no oito meses de Intifada’’, afirmou Arafat.
‘‘Há 360 mil pessoas desempregadas e nosso produto nacional (PNB) perdeu mais de 65% de seu valor’’, acrescentou, referindo-se ao bloqueio dos territórios palestinos por Israel, o que impede 120 mil palestinos de irem para lá trabalhar. (France Presse)

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