Para evitar crise, Brasil tutelará Unasul
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sábado, 27 de novembro de 2010
Luis Kawaguti<br> e Ana Flor<br> Folhapress 
Georgetown, Guiana - Com receio de uma crise que comprometa o futuro da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), o Brasil, numa iniciativa incomum, será uma espécie de tutor da Guiana quando o país exercer a presidência rotativa da entidade, em 2011. Dois diplomatas brasileiros serão enviados pelo governo para ficar sediados em Georgetown, capital do país, e orientar as atitudes do vizinho. Na prática, o Itamaraty controlará indiretamente a entidade. A ajuda foi anunciada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Georgetown, durante reunião de cúpula.
Ironicamente, um dos motivos principais para a fragilidade da entidade é o fato de o Congresso do Brasil ainda não ter ratificado o tratado de criação da Unasul. Em razão disso, o órgão ainda não existe formalmente. Lula pediu desculpas aos colegas presidentes sul-americanos pelo atraso.
Com o envio dos diplomatas, o Brasil deve fortalecer relações bilaterais com a Guiana e aumentar o prestígio internacional do Itamaraty, segundo o ministro Breno Dias da Costa, que chefia a missão na Guiana. O pedido de ajuda foi feito pela Guiana no final do ano passado por meio de uma carta ao governo brasileiro.
Com alto índice de pobreza e pouca capacidade institucional, a Guiana recebeu ontem do Equador a presidência rotativa da Unasul. Costa e o terceiro-secretário Thiago Fernandes trabalharão dentro da Chancelaria guianense apoiando a vice-chanceler Elizabeth Harper. O trabalho deles será organizar a parte operacional da Unasul.


