WASHINGTON - O Departamento norte-americano de Estado lamentou ontem que o assalto à residência do embaixador japonês em Lima tenha ‘‘causado vítimas’’ e atribuiu a ‘‘plena e total responsabilidade’’ do desenlace ao Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA).
O porta-voz do departamento de Estado, Nicholas Burns, declarou que não podia fornecer informações detalhadas sobre os reféns libertados ou sobre o que ocorreu aos membros do comando do MRTA que ocupavam a residência do embaixador japonês em Lima há 126 dias.
Os ‘‘Estados Unidos deploram profundamente os feridos e os eventuais mortos’’, disse. ‘‘Uma coisa está clara: o MRTA tem a plena responsabilidade por este desenlace’’, agregou Burns.
‘‘Este lamentável incidente revela uma vez mais o terrível custo do terrorismo’’, indicou o porta-voz destacando a ‘‘coragem’’ dos reféns e de seus familiares ‘‘ao longo de toda esta dura prova’’.
Burns negou-se a comentar a decisão tomada pelo presidente peruano, Alberto Fujimori, de assaltar a residência. ‘‘Não podemos julgar a decisão adotada por um governo soberano em uma crise interna como foi esta.’.
O responsável destacou que ‘‘foram realizados esforços para tentar resolver pacificamente’’ a crise, mas que estes esforços ‘‘fracassaram’’.
Vingança O MRTA ‘‘não está vencido e esta agressão criminosa contra meu povo, decidida pelo genocida Fujimori, só agrava o conflito, e significa uma escalada da violência’’, declarou ontem para a AFP o porta-voz do MRTA na Europa, Isaac Velazco.
Ao falar por telefone, de Hamburgo (Alemanha), o porta-voz disse que ‘‘a luta por uma sociedade peruana em paz e com justiça social não terminou’’, e acrescentou que ‘‘este crime foi cometido com a anuência do imperialismo norte-americano e com a cumplicidade do governo japonês, o que não ficará impune’’.

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