São Paulo - A rádio da milícia radical Estado Islâmico chamou os autores do atentado ao jornal Charlie Hebdo de "heróis" nesta quinta-feira. O boletim da rádio on-line Al Bayan afirmou que "heróis jihadistas mataram 12 jornalistas e feriram mais dez que trabalhavam no jornal ‘Charlie Hebdo’ para vingar o profeta Maomé". Na verdade, dos 12 mortos, oito eram jornalistas, dois eram policiais, um era funcionário do prédio e outro era um convidado que acompanhava o dia no jornal.
A rádio recorda que a publicação "não parou de atentar contra o profeta desde 2003", em alusão às caricaturas de Maomé que eram frequentes nas páginas do Charlie Hebdo.
O ataque ainda não foi reivindicado por nenhum grupo jihadista, mas um sobrevivente alega que os terroristas gritavam "vingamos o profeta" e "Allah Akbar" (Deus é o maior, em árabe) enquanto atiravam.
Apesar do ataque, o Charlie Hebdo vai ser publicado normalmente na semana que vem. As informações são de Patrick Pelloux, um dos responsáveis pelas crônicas da publicação. "Vamos seguir. Decidimos publicar na próxima semana. Estamos todos de acordo", afirmou. Pelloux, que foi um dos primeiros a chegar à cena do atentado, também afirmou que os terroristas "não podem vencer". (Folhapress)

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