Alexandria, EgitoO presidente francês, Jacques Chirac, disse ontem que seu país ''assumirá sua responsabilidade como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU'' no conflito do Iraque, e afirmou que o Oriente Médio ''não precisa de uma nova guerra que pode ser evitada''. Em entrevista coletiva concedida junto com seu colega egípcio, Hosni Mubarak, o governante francês insistiu, no entanto, que a França está comprometida com a idéia de ''desarmar'' o regime do presidente iraquiano, Saddam Hussein.
Chirac reiterou que o Oriente Médio ''não necessita de outra guerra que pode ser evitada, por isso é preciso fazer todo o possível para impedí-la. Achamos que guerra é a pior das soluções''.
O presidente francês deixou, no entanto, a porta aberta para uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre as condições de trabalho dos inspetores de armas das Nações Unidas em Bagdá. ''Nós faremos todo o possível para que a resolução se adeque ao que consideramos ser os interesses da região, da moral, e da idéia de ordem internacional'', disse Chirac.
Temor de novos ataques
O presidente Jacques Chirac expressou o temor de que a crise iraquiana incite grupos terroristas a lançar ''novas ações'' no mundo.
''Não se pode excluir que grupos terroristas utilizem o tema do Iraque como um pretexto para novas ações e como argumento de propaganda'', declara Chirac em uma entrevista ao jornal do Líbano ''L'Orient-Le Jour'', cujo texto foi divulgado também em Paris.

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