Paquistão realiza mais duas explosões
Islamabad diz que completou série de provas dissuasivas. A arquiinimiga Índia não reagiu de imediato aos novos testes
France Presse
France PresseBaluchistãoPaquistanês residente em Chagni, a apenas 35 quilômetros do local das explosões, dá água aos seus camelosO Paquistão realizou ontem mais dois testes nucleares, anunciaram fontes oficiais em Islamabad, provocando uma onda de indignação internacional. Segundo as autoridades paquistanesas, os testes nucleares foram feitos às 13h10 local (5h10 de Brasília) no polígono de Chagni, no deserto do Baluchistão (sudoeste) e que as potências das cargas eram de 15 quilotoneladas. Estes artefatos de baixa potência foram projetados para ser instalados em mísseis de curto alcance, destacaram as fontes de Islamabad, afirmando que a série de testes está completa.
A Índia não reagiu de imediato ao anúncio dos dois novos testes nucleares paquistaneses realizados ontem, dois dias depois de seus cinco primeiros testes. O Paquistão realizou sete testes atômicos, a Índia realizou cinco em 11 e 13 de maio passados. O primeiro teste nuclear já realizado na Índia se deu em 1974.
O Presidente francês Jacques Chirac propôs que as grandes potências garantam a segurança do Paquistão e da Índia e concedam a eles ajuda nuclear civil em troca de não realizarem novos testes atômicos. A proposta foi formulada por Chirac numa entrevista ao jornal ‘‘Washington Post’’.
O Japão condenou a segunda série de testes nucleares paquistaneses um dia depois do congelamento de suas ajudas ao país. O ministro das Relações Exteriores, Keizo Obuchi, convocou o agregado comercial da embaixada paquistanesa em Tóquio, D.S. Kureshi, pela segunda vez em três dias para expressar seu protesto formal, declarou o ministro.
A Grã-Bretanha reunirá em 12 de junho em Londres os países do G8 para ‘‘coordenar suas posições frente aos testes nucleares paquistaneses e indianos’’, anunciou ontem o Foreign Office.
A Rússia condenou ‘‘terminantemente’’ os testes nucleares de Paquistão e propôs uma reunião extraordinária de chanceleres dos países do Conselho de Segurança da ONU, informou ontem em Helsinque o ministro russo das Relações Exteriores, Evgueni Primakov.

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