O presidente paquistanês, general Pervez Musharraf, afirmou ontem ao chegar a Nova Delhi, para uma cúpula com os dirigentes indianos, que é preciso solucionar o litígio de Caxemira para a ‘‘normalização total’’ das relações indo-paquistanesas. ‘‘Durante mais de meio século, a disputa de Caxemira prejudicou as relações’’ entre os dois países, assinalou Musharraf, que efetua uma visita de três dias à Índia para participar de uma cúpula com o primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee. ‘‘Durante minhas entrevistas com os dirigentes indianos vou buscar uma discussão franca, pedindo-lhes que se unan a nós para resolver a disputa de acordo com as aspirações do povo da Caxemira’’, disse, conforme uma declaração difundida pela embaixada paquistanesa.
‘‘Isto pacilitará a solução dos outros problemas e conduzirá a uma normalização completa das relacões entre os dois países’’, acrescentou Musharraf.
O diálogo entre entre Musharraf e Vajpayee se realiza em Agra, cidade a sudeste de Nova Délhi, onde se encontra o famoso Taj Mahal.
Esta será a primeira vez que as duas potências nucleares dialogam desde 1998, quando uma tentativa para melhorar as relações bilaterais fracassou por causa de um ataque paquistanês sobre uma área indiana da região da Caxemira, único Estado indiano de maioria muçulmana.
Na época, Valpayee acusou Musharraf de planejar a invasão enquanto o líder indiano se reunia com o então primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, que depois do episódio foi deposto e exilado por Musharraf.
Apesar das medidas de segurança adotadas, os choques entre as forças indianas e os rebeldes continuaram ontem na Caxemira. Tiroteios entre tropas indianas e paquistanesas ocorreram na fronteira da Caxemira. Os disparos aconteceram em Manjakote, distrito de Rajuri, onde já houve choques de artilharia pesada entre tropas dos dois países no passado.

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