Paquistão prepara testes para junho
Paquistão prepara testes para junho
Deutsche Presse
e France Presse
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Ufanismo indianoA maioria da população apóia o governo de Nova Délhi e saúda a realização dos testes nucleares. Os nacionalistas hindus do primeiro-ministro Atal Bihari Vajpayee tiveram poucas semanas, após sua ascensão ao poder, para peparar os testesEm Islamabad, o ministro de Relações Exteriores do Paquistão, Gohar Ayub Khan, afirmou ontem que as provas atômicas realizadas pela Índia levarão os países da região a uma corrida armamentista. Khan disse que a situação se agravou com a explosão realizada ontem pela Índia em território próximo à fronteira com o Paquistão e que seu país tomará todos os passos necessários à defesa da segurança nacional.
O Comitê de Defesa do gabinete paquistanês divulgou comunicado afirmando que a ação temerária e altamente provocativa da Índia alterou a situação estratégica do Sudeste asiático. A pressão interna sobre Islamabad está ficando insuportável, assinalam os especialistas, e já se fala de um teste nuclear paquistanês antes do final de junho, perto da fronteira com o Irã. Em abril passado, Islamabad realizou um teste com seu míssil Ghauri, cujo alcance é de 1.500 km.
O presidente norte-americano, Bill Clinton, anunciou ontem, em entrevista na Alemanha onde se encontra em visita oficial, que seu país imporá sanções contra a Índia em retaliação às explosões nucleares. Clinton qualificou a atitude do governo da Índia de altamente decepcionante e afirmou que poderá levar a uma perigosa instabilidade na região asiática.
O presidente dos EUA exortou os países europeus a seguirem o exemplo de Washington e cortarem a ajuda à Índia. Clinton afirmou que, de acordo com a legislação norte-americana, não lhe restava outra alternativa a não ser a aplicação de sanções. Com o anúncio de ontem, foi suspensa a ajuda econômica norte-americana à Índia de 164 milhões de dólares anuais, com exceção da assistência humanitária. Os EUA não apoiarão mais a concessão de créditos do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial à Índia. O país é o que recebe mais créditos do Banco Mundial, totalizando mais de 40 bilhões de dólares.





