Paquistão permite a entrada no país de mais 500 refugiados
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terça-feira, 30 de outubro de 2001
France Presse<bR> De Quetta, Paquistão 
As autoridades paquistanesas cumpriram sua promessa de deixar entrar os refugiados afegãos que mais ajuda necessitavam e autorizaram ontem 500 mulheres e crianças a cruzar a fronteira em Shaman (Sudoeste), em meio a uma crescente tensão. O Paquistão negou, contudo, a entrada a outras centenas de afegãos, que apedrejaram os guardas fronteiriços e cortaram a cerca de arame farpado. Segundo fontes militares no posto fronteiriço de Shaman, a uns 160 km de Quetta (Sudoeste), umas 500 pessoas receberam autorização de entrar no Paquistão e instalar-se provisoriamente no acampamento de Killi Faizo, depois de ser selecionadas pelas autoridades.
''Essas pessoas estavam em más condições. Não comiam nada há dias'', disse um guarda fronteiriço à AFP. ''Outras pessoas estavam feridas pelos bombardeios'', acrescentou.
Segundo uma testemunha, três pessoas foram internadas imediatamente em um hospital com problemas estomacais e ferimentos nas pernas causados pelas bombas.
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) abriu 15 acampamentos de refugiados na província de Baluquistão (Sudoeste), cuja capital é Quetta, com capacidade de receber 150.000 pessoas.
O Governo do Japão decidiu entregar 3,3 milhões de dólares a Alta Delegacia das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), como parte do programa de emergência para os refugiados do Afeganistão, informou ontem a chancelaria nipônica. A ajuda faz parte do financiamento de seis milhões de dólares que o Japão tem previsto entregar à Acnur para começar a desdobrar sua ajuda humanitária na zona. No início de outubro o Japão se comprometeu a destinar 14,5 bilhões de ienes (116 milhões de dólares) para diversas agências empregadoras da Organização das Nações Unidas (ONU) no Afeganistão.


