Paquistão investiga atentado que matou 56 pessoas
PUBLICAÇÃO
domingo, 23 de dezembro de 2007
France Presse 
Peshawar, Paquistão- As autoridades paquistaneses deram continuidade ontem às investigações do atentado que matou 56 pessoas na sexta-feira, na mesquita de Charshadda, noroeste do país, e já detiveram vários suspeitos.
O ministro da província de Sanidad, Kamal Shah, confirmou o novo número de vítimas. Segundo ele, outras 120 pessoas foram feridas, duas delas gravemente.
''Conseguimos avanços significativos na investigação e esperamos capturar os culpados'', indicou um dos responsáveis da segurança, pedindo anonimato.
''Uma equipe de especialistas está realizando uma investigação de alto nível'', declarou pouco antes o policial Gulzar Ahmed, à AFP.
A polícia descobriu ontem duas pernas destroçadas que podem ser as do camicase e está fazendo exames de DNA para comprovar a hipótese. Por enquanto, as autoridades ainda não encontraram a cabeça do suicida.
Um médico do principal hospital da cidade destacou que muitas vítimas foram atingidas pela metralhadora que estava dentro do casaco do camicase. ''Pelo que parece, a maioria das vítimas morreu de hemorragia'', acrescentou.
Segundo fontes da investigação, o camicase usou a metralhadora para matar o maior número de pessoas possível.
Este foi o pior atentado desde 18 de outubro contra a ex-primeira-ministra paquistanesa, Benazir Bhutto, em Karachi (139 mortos), quando ela voltou ao país do exílio. Também é o segundo atentado desde que, em 15 de dezembro, o presidente Pervez Musharraf suspendeu o estado de exceção imposto em 3 de novembro devido à ameaça terrorista islâmica.
Além disso, este é mais um atentado contra um responsável local, o Aftab Sherpao, que há pouco mais de um mês era ministro do Interior de Musharraf. Entretanto, a autoridade saiu ilesa nos dois ataques.


