Paquistão fica entre ''a cruz e a espada''
Um dos pontos de discordância entre as autoridades paquistanesas, debatido ontem em Karachi, seria se os Estados Unidos ou outros países deveriam apoiar a aliança oposicionista afegã, algo que o Paquistão - o único país que ainda mantém relações diplomáticas com o Taleban - tem sérias objeções.
Outros pontos em disputa: que tipo de ação seria justificável contra grupos militantes baseados no Paquistão; e se as Nações Unidas devem ou não aprovar qualquer ação contra o Afeganistão.
O Paquistão está claramente incomodado com a discussão pública de seu papel em qualquer ataque dos EUA. Um porta-voz do Ministério do Exterior, Riaz Mohammed Khan, disse ontem que ''nenhuma operação conjunta nem planos de contingência específicos foram apresentados ao governo paquistanês''.
Ele voltou a sublinhar que a luta não era contra o Afeganistão ou seu povo, mas contra o terrorismo.
''O Paquistão não pode e nunca poderá se unir a qualquer ação hostil contra o Afeganistão ou o povo afegão - somos profundamente conscientes de que o destino dos dois povos está interligado'', acrescentou.
Enquanto isso, autoridades informaram que o Banco do Estado do Paquistão ordenou aos bancos do país para congelar investimentos de 27 grupos suspeitos de laços terroristas, incluindo dois grupos baseados no Paquistão - sendo que um deles luta contra o regime indiano na disputada região da Caxemira.
Protestos antigovernamentais têm sido realizados em cidades de todo o Paquistão desde que o presidente Pervez Musharraf prometeu apoio a uma ação militar americana no Afeganistão. (AP)





