São Paulo- O Paquistão realiza hoje eleições presidenciais em meio a um imbróglio jurídico que fará com que o vencedor não seja oficialmente reconhecido de imediato.
A Suprema Corte do país decidiu ontem que, embora o pleito, indireto, deva correr normalmente amanhã, o vencedor não será anunciado oficialmente enquanto não forem julgadas petições de inelegibilidade contra o atual ditador e candidato, Pervez Musharraf.
Musharraf, que deve ser eleito presidente com ampla folga pelos membros do Parlamento e das quatro Assembléias provinciais paquistanesas, enfrenta na Suprema Corte pedidos para que seja declarado inelegível. Os pedidos, feitos por parte da oposição, alegam que o ditador -que já ocupa o cargo oficial de presidente do país desde 1999-não pode concorrer à Presidência enquanto mantiver a chefia do Exército.
Embora o tribunal máximo tenha, na semana passada, recusado-se a julgar petições semelhantes, limpando o caminho para que a candidatura de Musharraf fosse aceita, nesse meio tempo outros pedidos de inelegibilidade foram apresentados.

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