Paquistão e Índia voltam a fazer testes com míssil
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sexta-feira, 04 de outubro de 2002
Agência Folha 
O Paquistão realizou com sucesso ontem, em um lugar do país não divulgado, um teste com um míssil de alcance médio do tipo Hatf-IV (Shaheen), fabricado na região. Horas depois, a Índia também realizou testes de míssil terra-ar do tipo Akash.
Uma notificação do teste do Paquistão foi enviado antes aos países vizinhos e aos amigos. Este míssil balístico, terra-terra, tem capacidade de transportar uma carga nuclear.
Segundo um analista, que também é ex-general do Exército paquistanês, o teste é uma mensagem de que o Paquistão seria capaz de defender-se em uma época de crescente tensão, provocada, entre outros fatores, pela instável eleição na Caxemira indiana.
Por outro lado, a Índia, que considera as eleições legislativas no Estado um teste para a promessa do Paquistão de investir contra os separatistas vindos do território paquistanês através da fronteira entre os dois países, menosprezou o lançamento dos mísseis.
O Paquistão, que realiza um pleito parlamentar na próxima quinta-feira, classificou de rotineiro o teste com um míssil terra-terra. A Índia afirmou que o teste com o míssil tinha um apelo interno. ''Esse teste em particular tem por alvo claramente as próximas eleições gerais no Paquistão'', disse Nirupama Rao, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia.
Os dois países, que possuem armas nucleares, estacionaram cerca de 1 milhão de soldados ao longo de sua fronteira conjunta depois de um ataque, em dezembro passado, contra o Parlamento indiano.
A Índia, que controla 45% da Caxemira, a considera parte integral de seu território. O Paquistão, que controla um terço, defende que um plebiscito determine a vontade do povo caxemire. À China pertence o restante do território.


