São Paulo - A ONG humanitária internacional Oxfam alertou que pode ocorrer uma ‘‘catástrofe de saúde pública’’ no Paquistão devido às inundações que devastaram o país e deixaram 21 milhões atingidos.
  Nas últimas duas semanas e meia, suspeita-se que tenha triplicado o número de casos de diarreia aguda, doenças cutâneas, infecções respiratórias e malária, afirmou a organização em comunicado.
  As doenças cutâneas passaram de 260 mil casos para 860 mil, os registros de diarreia aguda aumentaram de 200 mil casos para 610 mil, e as ocorrências de infecções respiratórias agudas foram de 200 mil para 670 mil. conforme dados da Oxfam.
  Nesse mesmo período, a chegada da ajuda solicitada pela ONU (Organização das Nações Unidas) aumentou só 10%, apesar de o chamado internacional ter sido feito quando as inundações começaram e, segundo a Oxfam, ‘‘não refletir as necessidades atuais’’.
  A ONU recebeu até o momento cerca de 67% dos US$ 460 milhões solicitados à comunidade internacional. A organização vai revisar no dia 17 de setembro o plano de assistência aos desabrigados, além de realizar uma nova chamada de ajuda.
  De acordo com a Oxfam, desde a primeira solicitação da ONU o número de pessoas afetadas passou de 14 milhões para 21 milhões, fora outras 10 milhões que precisaram se deslocar.
  Segundo a ONG, as duas verbas mais importantes para a prevenção e o tratamento de doenças são as de pior cobertura: só foi recebido 30% do dinheiro necessário para a água e 57% para outros elementos de necessidade básica.
  As piores inundações da história do país deixaram pelo menos 1.752 mortos desde o fim de julho, além de terem alagado 20% do território nacional.

mockup