Islamabad - Apesar das críticas internacionais e internas, o governo do Paquistão considerou ontem que o escândalo da proliferação nuclear de sua bomba atômica é um assunto interno.
  O presidente paquistanês Pervez Musharraf ‘‘perdoou’’ na última quinta-feira o cientista Abdul Qadeer Khan por sua responsabilidade nas transferências ilícitas de tecnologia nuclear para a Coréia do Norte, Irã e Líbia.
  Mas a decisão desencadeou protestos no Paquistão, comentários de seu adversário indiano, de seu aliado americano e do secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
  ‘‘A investigação do Paquistão é uma questão interna e não pode ser evocada em nenhum outro fórum’’, destacou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Massod Khan, na televisão nacional. Desta forma reagiu às declarações do chanceler indiano Yashwant Sinha, que avaliou que a posição do presidente não encerrava o caso.
  As questões nucleares ‘‘devem ser discutidas na Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica) e em outros âmbitos e serem resolvidas para que tenhamos um conduta mais responsável por parte dos países que possuem capacidade nuclear’’, acrescentou.
  O secretário de Estado americano, Colin Powell, afirmou que falará com o presidente Musharraf sobre as essas ‘‘saídas’’ de tecnologia nuclear.

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