São Paulo- O governo paquistanês atribuiu a grupos terroristas islâmicos a autoria do duplo atentado contra a ex-premiê Benazir Bhutto, que matou ao menos 133 pessoas anteontem em Karachi. Bhutto, que retornou ao país ontem após nove anos no exílio, escapou ilesa da ação.
De acordo com o Ministério do Interior, outras 290 pessoas ficaram feridas nos ataques. As duas explosões -uma delas suicida- atingiram o comboio onde estava a ex-premiê, que era seguido por uma multidão de mais de 150 mil partidários que foram aguardá-la no aeroporto.
Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade. No entanto, a polícia e autoridades apontaram terroristas das regiões tribais na fronteira com o Afeganistão -que se tornou reduto de integrantes da rede terrorista Al Qaeda e da milícia Taleban-como os responsáveis.
''A ação foi executada por terroristas islâmicos'', disse o porta-voz do Ministério do Interior, Javed Iqbal Cheema. Segundo ele, é cedo para dizer quais grupos estariam envolvidos.
A rede Al Qaeda -que rejeita o apoio de Bhutto à chamada ''guerra contra o terror'' empreendida pelos EUA- haviam ameaçado assassiná-la no início desta semana.
O marido de Bhutto, Asif Ali Zardari, acusou a inteligência paquistanesa de envolvimento na ação, e afirmou que ''muitos paquistaneses'' nutrem a mesma suspeita.

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