Associated Press
de Islamabad
O governo paquistanês admitiu ontem, pela primeira vez, que seus soldados realmente atravessaram a linha de controle, que divide a Caxemira entre a Índia e o Paquistão, durante os dois meses de combates entre soldados indianos e guerrilheiros separatistas, ao mesmo tempo em que Nova Délhi estendia por mais um dia o prazo para a retirada total dos rebeldes do território de Jammu-Caxemira.
Em uma entrevista à BBC, o chefe militar do Paquistão, o general Parvez Musharraf, disse que seus soldados cruzaram a linha de controle em ‘‘ocasionais e enérgicas patrulhas’’.
Musharraf, no entanto, não especificou quantos soldados paquistaneses estiveram engajados em combate direto com as tropas indianas.
Desde o início de sua ofensiva para expulsar os rebeldes que se infiltraram no território indiano através do Paquistão, Nova Délhi assegura que havia soldados regulares paquistaneses lutando nas cordilheiras do Himalaia junto aos mujahedins (guerreiros sagrados) e a milicianos afegãos.
Ao longo dos últimos dois meses, o governo indiano mostrou como prova de suas denúncias documentos de identidade e cartas pessoais que encontrou com os cadáveres dos invasores.

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