Paquistaneses avaliam acordo
Associated Press
De Islamabad
O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, reuniu-se ontem com altos militares e membros de seu gabinete para discutir um polêmico plano acertado no domingo em Washington sobre a retirada de forças separatistas muçulmanas da Caxemira indiana.
Enquanto isso, o Exército indiano, que informou não ver indícios de um recuo voluntário dos rebeldes separatistas, intensificou ontem seus ataques aéreos e terrestres.
Segundo o Exército, 38 soldados indianos e 92 guerrilheiros haviam sido mortos nas últimas 48 horas, durante os intensos combates nas regiões de Batalik e Drass, no território indiano de Jammu-Caxemira.
O porta-voz do Exército indiano, coronel Bikram Singh, disse que 634 guerrilheiros e soldados paquistaneses, que segundo Nova Délhi também invadiram o lado indiano da linha de controle que divide a Caxemira entre a Índia e o Paquistão em apoio ao separatistas, foram mortos desde o início da ofensiva em maio.
O chanceler paquistanês, Sartaj Aziz, que com o general Pervez Musharraf, comandante do Exército do Paquistão, participou da reunião com Sharif, disse que o primeiro-ministro fará amanhã um pronunciamento pela rádio e TV sobre questões de importância nacional.
Membros dos partidos de oposição e grupos islâmicos do Paquistão criticaram o acordo acertado entre Sharif e o presidente americano, Bill Clinton, e ameaçaram derrubar o primeiro-ministro.
Ainda ontem, funcionários do Departamento de Estado americano manifestaram sua confiança de que Sharif está realmente comprometido em achar uma rápida solução para o conflito na Caxemira.
Paquistão e Índia, que este ano fizeram testes com mísseis nucleares, já travaram três guerras desde a partilha do país em 1948, duas delas provocadas pelo conflito na Caxemira.





