Papéis revelam abusos em Guantánamo
São Paulo - Um megavazamento de documentos secretos sobre a prisão da base militar americana de Guantánamo (Cuba) divulgado ontem revela detalhes de mais de 700 detentos que passaram pelo local e novas informações sobre os 172 que ainda estão lá detidos.
Os papéis foram obtidos pelo WikiLeaks, responsável por revelar mais de 250 mil documentos sigilosos do governo dos EUA no fim do ano passado, e por veículos como o americano ''New York Times'' e o espanhol ''El País''.
Os documentos revelam casos de detenções a partir de provas que seriam insuficientes para justificá-las, episódios de tensão entre prisioneiros e carcereiros, doenças desenvolvidas pelos presos e o desespero diante das condições do encarceramento.
Entre os 172 suspeitos que ainda se encontram detidos, a maior parte é considerada de ''alto risco'' para os EUA e seus aliados se soltos sem uma supervisão adequada.





