Cidade do Vaticano O Papa João Paulo II dirigiu novamente, ontem, um emocionante apelo aos que retêm o bispo colombiano Jorge Jiménez, presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano, sequestrado segunda-feira com outro sacerdote, perto de Bogotá, para que libertem ''todos os sequestrados'', ao mesmo tempo que condenou qualquer forma de violência.
O apelo do Papa, que se pronunciou em menos de dois dias pela libertação dos religiosos sequestrados, é um convite implícito ao governo e à guerrilha de esquerda para que cheguem a um acordo pacífico.
''Peço com veemência a libertação de todos os sequestrados e que estes pastores possam voltar a exercer seu serviço ao povo de Deus'', clamou o Papa no final da audiência geral das quartas-feiras no Vaticano.
Os religiosos foram sequestrados, segundo fontes oficiais, pela guerrilha de esquerda das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), organização que em fevereiro de 2000 foi recebida com representantes do governo colombiano no Vaticano para avaliar os avanços no processo de paz.
O sequestro dos religiosos ''me impulsiona mais uma vez a expressar a repulsa a qualquer violência daninha à dignidade humana, que nunca é o caminho da paz'', reiterou o Papa, ontem.
Monsenhor Jiménez, 60 anos, bispo da cidade de Zipaquirá (40 km ao norte de Bogotá), foi sequestrado junto com o sacerdote Desiderio Orjuela quando viajavam para cumprir ofícios religiosos em um povoado próximo.
Visita histórica O Papa João Paulo II realizará hoje uma visita histórica ao Parlamento italiano, onde entrará pela primeira vez.
O Papa fará um pronunciamento para as duas Câmaras reunidas, provavelmente inspirado em questões sociais e éticas.

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