Papa volta a defender a família
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sábado, 10 de fevereiro de 2007
Das Agências 
Cidade do Vaticano O Papa Bento XVI se disse ontem preocupado com as leis que afetam a identidade da família, depois que o governo italiano apresentou um projeto de lei que reconhece as uniões de casais que não oficializaram o matrimônio.
Bento XVI expressou sua preocupação na presença do novo embaixador da Colômbia, país que recentemente garantiu aos cônjuges do mesmo sexo direitos de herança iguais a de parceiros heterossexuais, abrindo caminho para o reconhecimento de casais homossexuais.
O Papa, em declarações reproduzidas pela televisão italiana, mostrou-se apreensivo com a multiplicação de leis que lidam com temas muito delicados como a transmissão e a defesa da vida, a doença, a identidade da família e o respeito ao matrimônio.
À luz da razão natural e dos princípios morais e espirituais do evangelho, a Igreja católica continuará proclamando sempre a grandeza inabalável da dignidade humana, afirmou Bento XVI.
Anteriormente, o papa já expressou sua oposição a qualquer forma de união civil entre pessoas do mesmo sexo que apresente similaridades com a instituição do casamento.
O Reino Unido e a França aprovaram recentemente leis que garantem direitos a casais gays. Na Itália, o governo propôs anteontem um projeto que reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Clérigos italianos atacaram o projeto de lei como uma ofensa ao casamento tradicional. O jornal católico Avvenire noticiou em sua capa que a família está em risco.
Um legislador católico boicotou a reunião ministerial que aprovou o projeto de lei. Ativistas de direitos gays dizem que o projeto de lei está sendo boicotado devido à pressão do Vaticano, que eles afirmam que deveria se manter longe da política.
Audiência Também ontem, o papa recebeu a rainha da Jordânia, Rania, mulher do rei Abdullah, em uma audiência privada no Vaticano. Ela foi a Roma lançar um programa elaborado pelo G7 para desenvolver vacinas contra doenças epidêmicas em países pobres.


