Em visita à Turquia, o papa Francisco visitou a Mesquita Azul, em Istambul, e a antiga catedral de Santa Sofia, hoje transformada em um museu. Na mesquita, Francisco tirou os sapatos para entrar e rezou em silêncio durante dois minutos, com os olhos fechados e as mãos unidas, ao lado do grande mufti de Istambul, Rahmi Yaran, que orava ao seu lado. Ambos estavam voltados para a direção de Meca.
A viagem do papa é vista como uma tentativa de melhorar o diálogo entre católicos, muçulmanos e cristãos ortodoxos. Na Turquia, vivem cerca de 50 mil católicos. A região enfrenta momentos de tensão pelos conflitos no Iraque e na Síria, países onde o grupo radical Estado Islâmico ocupa diversos territórios e realiza ações violentas contra praticantes de religiões minoritárias.
Outro momento importante da viagem foi quando Francisco e o patriarca Bartolomeu, líder da Igreja Ortodoxa, firmaram uma declaração conjunta que confirma a intenção dos dois de caminhar rumo à reunificação das duas instituições, separadas há mil anos. Em Istambul, Francisco participou da festividade de Santo André, patrono dos ortodoxos e que personifica o vínculo com a igreja de Roma, pois era irmão de São Pedro, considerado o primeiro papa.
O papa assegurou que a Igreja Católica "não pretende impor nenhuma exigência, exceto a profissão de fé comum" e que os ritos e tradições dos ortodoxos seriam mantidos. Bartolomeu destacou o desejo de prosseguir com o diálogo "para retirar os obstáculos acumulados durante um milênio".

- É um acadêmico/líder islâmico a quem é reconhecida a capacidade de interpretar a lei islâmica (Charia) e emitir pronunciamentos legais sobre ela


- Até o século XI, católicos romanos e ortodoxos têm uma história comum, que começa com a instituição da Igreja por Jesus Cristo e sua difusão pelos apóstolos


O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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