Papa se reúne com Viktor Orbán e pede aos húngaros 'abertura' a estrangeiros


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O papa Francisco disse neste domingo (12), durante uma curta passagem pela Hungria, que o país pode preservar suas raízes cristãs enquanto dá abertura aos necessitados.

A declaração vem na contramão da posição radical do primeiro-ministro Viktor Orbán sobre imigração e sua postura contra refugiados da guerra civil síria, a quem já chamou de "invasores muçulmanos".

Francisco se reuniu na manhã de domingo com Orbán, antes de presidir a missa de encerramento de um congresso religioso internacional durante uma visita excepcionalmente curta a Budapeste, de apenas sete horas. O Vaticano disse que o encontro durou 40 minutos e foi cordial e que, entre os vários temas discutidos, estão o papel da igreja no país, o compromisso com a proteção ambiental e a proteção e promoção da família.

Já em seu discurso no encerramento do congresso com uma missa para dezenas de milhares de pessoas, o papa se referiu à Hungria como uma nação "apegada a suas raízes", que deveria ser "aberta" a todos.

"A cruz, conectada ao chão, não só nos convida a estar enraizados, mas também estende seus braços a todos", ele disse em seu discurso após a missa, ao qual Orbán compareceu.

"Meu desejo é que vocês sejam assim: ancorados e abertos, enraizados e respeitosos", disse.

Francisco muitas vezes se manifestou sobre o que vê como um ressurgimento de movimentos nacionalistas e populistas, pedindo unidade à Europa e criticando os países que tentam resolver a crise migratória com ações unilaterais ou isolacionistas.

O premiê Viktor Orban, que exacerba nacionalismo, disse por outro lado durante o Fórum Estratégico de Bled na Eslovênia na semana passada que a única solução para a migração era a União Europeia "devolver todos os direitos aos estados".

Mais tarde, no domingo, Francisco chegou à Eslováquia, onde fará uma visita mais longa, passando por quatro cidades, antes de retornar a Roma na quarta-feira (15). A curta duração de sua estadia em Budapeste levou diplomatas e a mídia católica a sugerir que o papa estava dando prioridade à Eslováquia.

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