São Paulo - O papa Bento 16 removeu ontem uma autoridade do Vaticano amplamente responsabilizada por suspender a excomunhão do bispo Richard Williamson, que havia negado a amplitude do Holocausto.
O cardeal Darío Castrillón Hoyos era presidente do departamento Ecclesia Dei (Igreja de Deus), criado há 20 anos para buscar uma reaproximação com o grupo dissidente tradicionalista Sociedade de São Pio 10º (SSPX), que se opõe a medidas de modernização introduzidas na igreja pelo Concílio Vaticano 2º (1962-65).
Em janeiro deste ano, a reabilitação do bispo Williamson deu origem a uma polêmica que ainda não terminou. Depois de anunciado o perdão papal, foi ao ar uma entrevista em que Williamson negou a extensão do Holocausto. Williamson disse acreditar que não existiram câmaras de gás e que não mais do que 300 mil judeus pereceram nos campos nazistas, em vez dos 6 milhões afirmado pelos historiadores.
Em meio a uma forte reação internacional, o papa exigiu que Williamson se retratasse. Em março, após ser expulso da Argentina, Williamson pediu perdão pelas declarações sobre o Holocausto, mas não rejeitou o que dissera.

mockup