O papa João Paulo II recebeu ontem, em caráter privado, o presidente egípcio Hosni Mubarak, e o Vaticano pediu a cessação imediata da violência no Oriente Médio para facilitar a distensão e o diálogo.
O pontífice, que fez uma visita a um lugar bíblico do Egito há exatamente um ano, dialogou com Mubarak durante 25 minutos no palácio apostólico.
Após o encontro, o porta-voz do Vaticano Joaquín Navarro Valls disse que os dois líderes trocaram pontos de vista sobre o Oriente Médio ‘‘e, em particular, sobre o processo de paz, com o desejo de que, o mais rápido possível, possa ser estabelecido um clima de distensão e diálogo, necessário para restabelecer a confiança mútua e aproveitar os objetivos alcançados até o momento’’.
Navarro Valls disse que ‘‘a Santa Sé reiterou a necessidade de se colocar um fim imediato a toda forma de violência na região, com o objetivo de se dedicar toda a atenção e os esforços possíveis na conquista de uma paz verdadeira e justa, que não pode ser obtida sem o respeito ao direito internacional por parte de todos os envolvidos, e com a convicção de que todos os povos têm os mesmos direitos e deveres’’.
No final da reunião entre João Paulo II e Mubarak, o papa falou sobre o que qualificou como sua ‘‘fascinante’’ visita ao Egito no ano passado, mas não houve comentários sobre o conteúdo das conversações. Com este encontro, o presidente do Egito, Hosniá Mubarak, encerrou sua visita de três dias à Itália, tendo igualmente mantido contatos diplomáticos com algumas autoridades italianas.

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