Papa recebe Arafat e pede o fim de toda a violência no Oriente
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quinta-feira, 02 de agosto de 2001
France Presse<BR>De Castelgandolfo, Itália 
O Papa João Paulo II pediu ontem com firmeza o fim de todas as formas de violência no Oriente Médio, num encontro com o presidente palestino Yasser Arafat. Este, por sua vez, solicitou à Itália o envio de observadores internacionais à região.
Ao expressar sua dor pelas várias vítimas dos confrontos, o Papa reiterou com firmeza absoluta a necessidade de que se detenha todo tipo de violência, sejam ações ou represálias, e que se retomem as negociações desejadas, único meio, com a ajuda da comunidade internacional, de obter a paz, afirmou o porta-voz adjunto do Papa, padre Ciro Benedettini, ao informar sobre a entrevista de Arafat com o pontífice.
A paz e a violência inaudita nesta região foram os principais temas abordados durante o encontro, realizado em Castelgandolfo, a casa de verão dos papas, nos arredores de Roma.
O presidente da Autoridade Palestina, que terminou ontem uma visita de dois dias à Itália e ao Vaticano, pediu a vários líderes italianos com os quais se entrevistou, assim como ao Papa, que apóiem o envio de observadores internacionais ao Oriente Médio.
Arafat, que na quarta-feira foi recebido pelo chefe de Estado, Carlo Azeglio Ciampi, e pelo ministro de Assuntos Exteriores, Renato Ruggiero, reuniu-se na manhã de ontem com o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, antes de ser recebido por João Paulo II.
Segundo comunicado oficial do governo italiano, Arafat descreveu a grave situação dos territórios (palestinos), expressou sua forte preocupação com a deterioração em marcha das condições de vida e segurança da população palestina. Ele pediu ainda que a Itália contribua com o envio de observadores internacionais.
Berlusconi, por sua vez, reiterou a vontade da Itália de servir como mediadora na região.
Arafat, que partiu ontem mesmo, pediu em várias entrevistas à imprensa italiana o envio, o mais rápido possível, de observadores internacionais.
O prefeito de Roma, Walter Veltroni, ex-secretário do maior partido da oposição, Democratas de Esquerda, com quem Arafat se reuniu ontem, declarou que apoiava o envio de observadores internacionais. Ele ofereceu Roma para sede das negociações de retomada do processo de paz no Oriente Médio.


