O papa João Paulo II recebeu ontem na Cidade do Vaticano o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat, em audiência privada e manifestou seu apoio ao processo de paz no Oriente Médio.
João Paulo II disse, sem se referir à intransigência do atual primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que o processo de paz deve prosseguir com a boa vontade de todas as partes, com o respeito às obrigações contraídas e ao direito internacional.
Qualificando de ‘‘trágica’’ a situação do povo palestino, Arafat afirmou ao pontífice que as conversações de paz estão estancadas há quinze meses, com sérias ameaças dos dois lados. ‘‘Rezarei por você e por seu povo’’, disse João Paulo II. O objetivo da visita de Arafat era reiterar o convite para que o papa visite os territórios autônomos palestinos. A disputa entre palestinos e israelenses pela cidade de Jerusalém tem impedido uma visita do papa à Terra Santa.
Essa é a sexta visita de Arafat ao papa. A delegação do líder palestino era composta de dezessete membros, entre os quais vários prefeitos de territórios palestinos. Arafat faz uma visita de dois dias à Itália, onde conversa também com o premier Romano Prodi e com presidente Oscar Luigi Scalfaro.

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