Papa reafirma desejo de paz
France Presse
Da Cidade do Vaticano
O papa João Paulo II expressou ontem no Vaticano seu desejo de que Jerusalém possa ser o símbolo da paz para os que acreditam no Deus de Abraão e se consiga uma solução para os dolorosos problemas dos refugiados palestinos.
O Sumo Pontífice se referiu à sua peregrinação na Terra Santa, entre os dias 20 e 26 últimos, durante a audiência semanal, na presença de cerca de 60 mil peregrinos do mundo inteiro.
A lembrança de Jerusalém permanece indelével em meu ânimo, afirmou o Pontífice ao fazer um balanço de sua peregrinação aos Lugares Santos. Jerusalém, Cidade Santa para os judeus, cristãos e muçulmanos, pode ser o símbolo da paz para estas três religiões, reiterou o papa.
O papa afirmou também que havia assinalado às autoridades jordanianas, israelenses e palestinas o interesse da Santa Sé em favor de uma paz justa entre todos os povos da região.
Ao evocar sua comovente peregrinação aos lugares onde nasceu, morreu e ressuscitou Jesus Cristo e onde começou a Igreja, o papa lembrou que se havia ajoelhado com emoção na gruta da Natividade em Belém, onde Deus quis instalar sua morada entre todos os pobres do mundo. Um Deus que quis ser um exilado e um refugiado para levar-nos à sua casa, acrescentou.
Este pensamento me acompanhou quando, antes de partir dos territórios autônomos palestinos, visitei em Belém um dos numerosos acampamentos onde há muito tempo vivem mais de três milhões de refugiados palestinos, disse.
João Paulo II também evocou sua visita a Yad Vashem, o monumento ao Holocausto, onde prestou homenagem a milhões de judeus vítimas dos nazistas. Mais uma vez expressei meu profundo pesar por essa terrorífica tragédia, disse.





