Papa pede reconciliação de fé e política
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Folhapress 
São Paulo- Na sua primeira visita à França como pontífice, o papa Bento 16 discursou ao lado do presidente francês, Nicolas Sarkozy, dizendo que a religião e a política devem estar abertas uma para a outra. Ele conclamou os católicos franceses a se fazerem ouvidos na França e em outros países de tradição secular.
O papa foi recebido pelo presidente francês e a primeira-dama, Carla Bruni, no aeroporto de Orly e foi levado para o Palácio do Eliseu. O papa saudou a França por manter as raízes do catolicismo em sua cultura e pelo diálogo sereno e positivo entre fé e poder.
Falando em francês fluente, o papa reconheceu que é fundamental, por um lado, insistir na distinção entre a esfera política e a esfera religiosa, mas que é necessário se tornar mais ciente do papel insubstituível da religião na formação de consciências [e] na criação de um consenso ético básico dentro da sociedade.
A Igreja Católica Francesa mantém uma estrita separação entre a Igreja e Estado. No entanto, a Igreja Católica tem perdido fiéis no país. Um pesquisa do instituto Ifop mostrou que menos de 10% da população freqüenta as missas da igreja aos domingos. Nos últimos anos, o crescimento do islamismo na França tem motivado a Igreja Católica a participar mais na vida social no país.
Em sua viagem de quatro dias pela França, o papa deve visitar a Capela de Lourdes, no sul do país. A capela recebe anualmente mais de seis milhões de visitantes em busca de milagres e este ano completam-se 150 anos desde a aparição de Virgem Maria a uma garota de 14 anos no local.


