Cidade do Vaticano - O Papa Bento XVI falou ontem sobre a morte, tema que já havia abordado na véspera por ocasião da festividade de Todos os Santos. Ele pediu aos católicos para que não temam a morte e visitou o túmulo de seus antecessores, em particular o de João Paulo II, na cripta da basílica de São Pedro, para quem prometeu um caminho rápido para a santificação. ''A morte é um segundo nascimento, o passo obrigatório para todos aqueles que construíram a própria existência terrena seguindo as indicações da palavra de Deus para alcançar a plenitude da vida'', afirmou.
O Papa visitou os túmulos dos pontífices anteriores, localizados nas Grutas Vaticanas, local situado abaixo da Basílica de São Pedro, onde este ano foi enterrado João Paulo II. Centenas de pessoas visitaram o mausoléu de mármore durante a festividade, já que veneram o Papa polonês como um santo.
''Para os que vivem em Cristo, a morte é a transição entre a peregrinação terrestre e a pátria do céu, onde o Pai acolhe a todos seus filhos de qualquer nação, raça, povo ou língua, como podemos ler no livro do Apocalipse'', disse Bento XVI.
O Papa também pediu que sejam aprovadas leis e medidas em favor de famílias numerosas, durante a audiência geral na Praça de São Pedro, antes de rezar por todos os mortos diante dos túmulos dos pontífices nas Grutas Vaticanas.
''Sem filhos não há futuro'', afirmou o pontífice diante de centenas de peregrinos que assistiram à tradicional audiência semanal na esplanada. O Papa defendeu ''o papel central da família, célula fundadora da sociedade, primeiro lugar de acolhida a serviço da vida'', e pediu leis especiais para as famílias numerosas.

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