Cidade do Vaticano - Em sua tradicional mensagem de Natal, o papa Bento XVI fez um apelo ontem às autoridades políticas para que apoiem os perseguidos cristãos do Oriente Médio, ao mesmo tempo em que rogou por ajuda para as famílias que perderam tudo nos desastres naturais que afetaram diversos países latino-americanos.
No balcão da basílica de São Pedro, no Vaticano, diante de milhares de fieis, o pontífice pediu que os governantes de todo o mundo demonstrem ''solidariedade ativa'' em relação às ''comunidades cristãs no Iraque e em todo o Oriente Médio''.
Na homilia, que precede a bênção ''Urbi et Orbi'' (''à cidade e ao mundo''), na qual tradicionalmente fala sobre os diferentes conflitos mundiais, o papa desejou ''tranquilidade e esperança para o futuro'' aos cristãos que suportam ''dor e dificuldades'', destacando a importância de garantir o respeito à liberdade religiosa.
A situação dos cristãos no Iraque é motivo de especial preocupação para Bento XVI. Milhares de fieis já deixaram o país desde o violento ataque a uma catedral católica siríaca em Bagdá, reivindicado pela Al-Qaeda, que acabou com a morte de 46 pessoas, incluindo dois sacerdotes.
Atualmente, vivem no Iraque cerca de meio milhão de cristãos, contra 1,2 milhão em 2003, antes da invasão americana que derrubou o ditador Saddam Hussein.
O sumo pontífice também dedicou parte de sua mensagem à América Latina. Pediu ajuda para os desabrigados das catástrofes naturais que castigaram a região em 2010, como o terremoto no Haiti, em janeiro, e as recentes inundações na Colômbia e Venezuela.
As enchentes e os deslizamentos de terra provocados pelas intensas chuvas já deixaram mais de 120 mil pessoas sem ter para onde ir na Venezuela, e cerca de 1,9 milhão na Colômbia.

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