Papa pede novas regras para crises financeira e ética
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
France Presse 
Cidade do Vaticano - O Papa Bento 16 pediu ontem à comunidade internacional que aproveite a atual crise financeira mundial como um incentivo para refletir sobre os mecanismos que governam a vida econômica e criar novas regras que garantam uma vida digna para todos.
Em seu tradicional discurso perante os 179 embaixadores e representantes acreditados perante a Santa Sé, o Papa fez um balanço sombrio da atual situação mundial, ''marcada lamentavelmente por um profundo mal-estar e por diversas crises: econômicas, políticas e sociais, que são sua expressão dramática'', disse.
O Papa reconheceu que não podia deixar de mencionar ''em primeiro lugar as graves e preocupantes consequências da crise econômica e financeira mundial'', que ''atingiu as famílias e empresas dos países economicamente mais avançados, nos quais teve sua origem'', comentou.
Bento 16, que se dirigiu em francês aos diplomatas, advertiu que a crise repercute ''profundamente na vida dos países em desenvolvimento'', disse.
''A crise pode e deve ser um incentivo para refletir sobre a existência humana e a importância de sua dimensão ética, em vez de sobre os mecanismos que governam a vida econômica: não apenas para tentar canalizar as partes individuais ou as economias nacionais, mas para dar novas regras que garantam a todos a possibilidade de viver dignamente e desenvolver suas capacidades para o bem de toda a humanidade'', ressaltou.
O Papa também admitiu que a crise deixou ''desorientados e frustrados'' os jovens, tanto aqueles dos países ricos como dos países em desenvolvimento e de ''diversas regiões'', ressaltou.
Em seu discurso, o Papa admitiu que o mundo vive um momento de ''transição e mudança'', e que ''parece evidente que o modo adequado de continuar o caminho empreendido passa pelo reconhecimento da dignidade inalienável de qualquer pessoa humana e de seus direitos fundamentais''.


