Cidade do Vaticano- O Papa Bento XVI reiterou o apoio da Igreja católica ao transplante de órgãos, mas pediu que a comunidade científica determine o momento exato da morte ‘‘levando em conta os progressos recentes’’ da ciência. O apelo do pontífice foi feito diante de uma delegação de cientistas e médicos católicos, reunidos em Roma para um seminário sobre o tema.
  Para Bento XVI, doar órgãos é ‘‘um ato de generosidade e altruísmo’’ por parte do doador e de seus parentes. O Papa, que defende a vida desde o momento da concepção até a morte natural do indivíduo, lembrou que ‘‘a ciência registrou progressos notáveis para determinar a morte de um paciente’’. A intervenção do pontífice foi feita depois que o jornal do Vaticano, o L’Osservatore Romano, questionou o princípio da morte cerebral como indício do fim da vida de uma pessoa. Além disso, Bento XVI condenou o tráfico de órgãos como ‘‘abominável’’, assim como ‘‘a criação e destruição de embriões humanos para fins terapêuticos’’.

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