Cidade do Vaticano - O Papa João Paulo II apelou ontem para que sejam libertadas todas as pessoas que se encontram reféns no mundo, personificando o pedido na pessoa do sacerdote italiano Giuseppe Pierantoni.
O missionário Pierantoni, de 44 anos, foi sequestrado em 17 de outubro, enquanto celebrava uma missa numa igreja de Bocolod, na ilha filipina de Mindanau.
A responsabilidade do cativeiro do sacerdote italiano continua incerta. Inicialmente, o governo filipino atribui o sequestro ao grupo Abu Sayaf, a mais radical das organizações separatistas islâmicas das Filipinas.
Depois, responsabilizou os rebeldes, também islâmicos, da Frente Moro de Libertação Nacional.
Após a tradicional oração dominical do Angelus, João Paulo II rezou pelo missionário e ''por todos os que sofrem sequestros no mundo e pelos seus familiares''.
''Pode o Natal e o mistério da bondade e da paz mover a piedade e os corações dos sequestradores, induzindo-os a libertar essas pessoas'', afirmou o Papa.
Diante das milhares de pessoas que, apesar da chuva, se concentraram na Praça de São Pedro, no Vaticano, João Paulo II afirmou também que a ''fé conjuga a justiça e a oração'', sendo essa a ''atitude idônea para encontrar o Messias''.
No final da oração, o Papa proferiu os habituais votos de Feliz Natal.
Ontem, a policia filipina anunciou que foi libertado o cidadão canadense Pierre Belenguer, sequestrado há quase dois meses na região de Mindanau, nas Filipinas.

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