Papa nomeia brasileiro como novo cardeal
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
France Presse 
Cidade do Vaticano - O papa Francisco anunciou ontem a criação dos dezesseis primeiros cardeais eleitores - com menos de 80 anos - de seu pontificado, entre eles o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta.
Além do brasileiro, Francisco nomeou outros quatro novos eleitores latino-americanos, de Argentina, Chile, Haiti e Nicarágua, quatro italianos, dois europeus (um alemão e um britânico), um canadense, dois africanos (Costa do Marfim e Burkina Faso) e dois asiáticos (Coreia do Sul e Filipinas).
Francisco também nomeou outros três cardeais eméritos, sem poder de voto em caso de conclave para eleger um novo pontífice, de Itália, Espanha e Santa Lúcia.
O anúncio foi feito ao término do Angelus dominical a partir da janela do Palácio Apostólico diante dos milhares de peregrinos presentes na Praça de São Pedro.
Os 19 novos cardeais receberão o barrete e o anel cardinalício no dia 22 de fevereiro no Vaticano, no primeiro consistório do pontificado de Francisco.
Dos 16 com direito a voto no conclave, doze são arcebispos a cargo de cidades grandes e apenas quatro trabalham na Cúria romana, a administração central.
O Papa argentino, que defende uma igreja pobre para os pobres, designou personalidades provenientes de comunidades esquecidas e periféricas, como ele mesmo define, entre eles os arcebispos de Haiti, Chibly Langlois, Costa do Marfim, Jean-Pierre Kutwa, e Burkina Faso, Philippe Nakellentuba Ouédraogo.
Os novos cardeais latino-americanos são o nicaraguense Leopoldo José Brenes Solórzano, arcebispo de Manágua, o argentino Mario Aurelio Poli, arcebispo de Buenos Aires e seu sucessor na liderança da igreja de seu país, e o chileno Ricardo Ezzati Andrello, arcebispo de Santiago do Chile, além do haitiano Langlois e do brasileiro Dom Orani Tempesta.


