Papa lança novo apelo à paz no Oriente Médio
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domingo, 11 de agosto de 2002
Agência Folha 
Roma - O papa João Paulo 2 pediu ontem à comunidade internacional que tenha presença mais efetiva no Oriente Médio, ''oferecendo mediação para viabilizar um diálogo frutífero''. E às autoridades israelenses e palestinas, pediu que retomem ''negociações leais''.
O papa lamentou que palestinos sejam submetidos a uma ''punição coletiva'' e que israelenses vivam com medo de serem mortos.
''Quando aprenderão que a coexistência entre israelenses e palestinos não resultará de armas? Nem de ataques, ou muros de separação? Nem a retaliação levará a uma solução justa para o conflito'', afirmou o papa, em seu palácio de verão, na cidade de Castel Gandolfo, na Itália. E completou dizendo que quer ''repetir para todos, de qualquer grupo étnico, que não há perdão para quem mata civis indiscriminadamente''.
Troca de acusações O primeiro-ministro de Israel Ariel Sharon e o líder da Autoridade Nacional Palestina Yasser Arafat acusaram-se mutuamente de alimentar os conflitos no Oriente Médio, apesar dos recentes diálogos sobre uma possível retirada das tropas israelenses de territórios palestinos.
Sharon disse não acreditar que Arafat tomaria medidas para prevenir os atentados de palestinos contra israelenses.
Autoridades israelenses e palestinas discutiram a retirada das tropas israelenses da faixa de Gaza. Israel chegou a considerar retirar tropas da Cisjordânia. Mas os diálogos cessaram.
Sharon classificou as propostas palestinas de recuo de tropas israelenses como ''um truque desenhado para coincidir com as conversas entre autoridades palestinas e americanas''.
Arafat anunciou que ficou encorajado com os encontros que aconteceram entre a delegação palestina e autoridades americanas durante a semana passada em Washington. A delegação era formada pelo ministro do Interior da ANP Abdel Razzak al-Yahya e o negociador Saeb Erekat.
Arafat afirmou que a reunião com o diretor da CIA, George Tenet, foi positiva. Após o encontro com Tenet, o ministro do Interior da ANP, Abdel Razzak al-Yahya, disse que as forças de seguranças palestinas sofrerão reformas, que incluem a união de setores dos serviços de segurança da ANP para controlar militantes islâmicos.
Arafat avaliou como importante o encontro com o secretário de Estado Norte-americano Colin Powell e a assessora de segurança nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice.
Depois de comentar os encontros, Arafat disse não acreditar que Sharon leve a sério as negociações de paz.
Violência - Cinco palestinos e dois israelenses morreram em diferentes circunstâncias em Gaza, na Cisjordânia e Israel nas últimas 24 horas, informaram fontes militares.


