São Paulo - O papa Francisco partiu ontem de Roma com destino a Quito, no Equador, primeira etapa de sua viagem de oito dias que também o levará à Bolívia e ao Paraguai, países que se preparam para recebê-lo com muita festa. O papa chega à capital equatoriana em meio a manifestações a favor e contra o governo do presidente Rafael Correa, o que tem carregado de tensão o clima no país.
Francisco permanecerá no Equador até quarta-feira, quando partirá para a Bolívia, onde ficará até sexta, e concluirá seu giro apostólico no Paraguai, de onde voltará a Roma em 13 de julho.
Francisco, que completou 78 anos em dezembro de 2014, tomará nada menos que sete aviões e pronunciará 22 discursos, em uma das viagens mais intensas que fez desde que foi eleito papa, em março de 2013. Esta é a nona viagem ao exterior do papa e a segunda à América Latina (a primeira foi ao Brasil, em julho de 2013, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude).
O papa se reunirá com os presidentes Rafael Correa (Equador), Evo Morales (Bolívia) e Horacio Cartes (Paraguai), além de outros líderes da região, incluindo o de Honduras, Juan Orlando Hernandez, o do Haiti, Michel Martelly, e da Argentina, Cristina Kirchner, que anunciaram sua participação em vários eventos.
A viagem de Francisco é de particular importância porque também constitui um ato de reconciliação com a história colonial da região, marcada pelas missões jesuítas, fundadas no século 17 para evangelizar os índios guarani e povos afins. O quarto pontífice a visitar a América Latina, depois de Paulo 6º (Colômbia, 1968), João Paulo II, que visitou o continente em 18 ocasiões, seguido por Bento 16, que fez apenas duas viagens, chega a países que mudaram muito na última década.
Em setembro, ele retorna à América, desta vez a Cuba e aos Estados Unidos, após sua mediação histórica para a reconciliação entre os dois países e num momento em que seu prestígio continua a aumentar entre os católicos em todas as Américas.

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