Amã, Jordânia - O papa Francisco defendeu a liberdade religiosa no Oriente Médio e pediu uma saída pacífica para a crise na Síria, assim como uma "solução justa" para o conflito entre israelenses e palestinos, após chegar ontem à Jordânia, primeira etapa de sua viagem de três dias pela Terra Santa.
"A liberdade religiosa é um direito fundamental e eu não posso deixar de manifestar a minha esperança de que seja mantida em todo o Oriente Médio. Isso inclui a liberdade individual e coletiva de seguir sua própria consciência em matéria religiosa, ou seja, a liberdade de culto, a liberdade de escolher a religião que acreditamos ser verdadeira e de manifestar publicamente sua própria fé", declarou o Papa ao ser recebido no Palácio Real Al-Husseini pelas autoridades do reino da Jordânia, tendo à frente o rei Abdullah II e sua família.
"Peço às autoridades do reino jordaniano que perseverem em seus esforços para buscar uma paz duradoura em toda a região. Este grande objetivo necessita urgentemente de uma solução pacífica para a crise na Síria, assim como de uma solução para o conflito entre palestinos e israelenses", pediu o pontífice no primeiro discurso pronunciado em sua visita a uma das regiões do mundo mais assoladas por conflitos.
Francisco agradeceu às autoridades da Jordânia por seus esforços pela paz no Oriente Médio.
Durante sua primeira etapa da viagem, que inclui uma visita a Belém (na Cisjordânia) e a Jerusalém, o Papa levará palavras de conforto e solidariedade às vítimas de anos de conflito, principalmente na Síria e no Iraque.
O chefe da Igreja Católica é acompanhado por uma delegação de cerca de 30 pessoas e por 70 jornalistas.
Por volta das 16h locais, ele celebrou uma missa no estádio internacional de Amã e, às 19h, visitaria o rio Jordão, lugar onde, de acordo com a tradição, Jesus foi batizado.
Um dos momentos mais delicados e comoventes do primeiro dia seria o encontro com refugiados sírios e iraquianos. "Ele deve constatar pessoalmente a situação dos cristãos na Síria. Vai ver o que o terrorismo causou a eles", disse à AFP uma refugiada síria.

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