Papa faz declaração formal contra todo o tipo de discriminação
''Todas as formas de discriminação e constrangimento devido a questões de raça, cor, condição de vida ou religião são contrárias à vontade de Deus e, portanto, condenadas pela Igreja'', afirmou ontem o Papa João Paulo II.
O pontífice, de 81 anos, fez esta declaração durante uma audiência em Castelgandolfo em que recebeu o novo embaixador da Irlanda, Bernard Davemport.
O papa considerou que a paz, essencialmente frágil, deve ser apoiada com boa vontade e medidas que possam construir uma sociedade justa e harmoniosa.
Referindo-se à Conferência Mundial contra o Racismo que se realiza na África do Sul, o Papa destacou o perigo do ressurgimento de ''formas agressivas de nacionalismo e racismo'' que atentam contra a dignidade humana e contra uma coexistência social pacífica e harmoniosa.
''A Igreja condena como contrárias à vontade de Deus todo tipo de discriminação ou constrangimento devidos a questões de raça, cor, condição de vida ou religião. Deve ser promovida uma cultura de recíproca abertura e aceitação e isto exige iniciativas no campo da educação e da proteção legal dos direitos fundamentais de todos'', afirmou.
Quanto à Irlanda do Norte, o Papa pediu ''a todos os que estão implicados na violência'' que ''renunciem ao uso das armas e que iniciem o caminho do diálogo e da paz''.





