Papa faz apelo pela vida a Bush
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segunda-feira, 23 de julho de 2001
France Presse De Castelgandolfo, Itália 
O Papa João Paulo II pediu ontem que os Estados Unidos assumam sua responsabilidade nas lutas contra a pobreza e pelo respeito à vida humana nas novas pesquisas científicas, ao receber o presidente norte-americano, George W. Bush, em sua residência de verão. A audiência em Castelgandolfo (a 30 km de Roma) foi um dos pontos altos da visita de um dia de Bush a Roma, onde ele também se reuniu com dirigentes italianos. O Papa sublinhou a responsabilidade especial dos Estados Unidos na redução da diferença de riqueza entre Norte e Sul.
Uma política de abertura aos imigrantes, a anulação ou redução significativa da dívida das nações mais pobres, a promoção da paz através do diálogo e da negociação, a primazia do Estado de Direito: essas são as prioridades que os dirigentes das nações desenvolvidas não podem deixar de lado, declarou João Paulo II em um discurso diante de Bush divulgado pelo Vaticano. Um mundo global é, principalmente, um mundo de solidariedade. Desse ponto de vista, os Estados Unidos, por seus recursos, tradições culturais e valores religiosos, têm uma responsabilidade particular, acrescentou o Papa, que convidou o presidente norte-americano a rechaçar as técnicas de criação de embriões humanos para pesquisa. A experiência mostra como o trágico relaxamento das consciências acompanha os ataques contra as vidas humanas inocentes desde o útero e leva à aceitação de outros males, como a eutanásia, o infanticídio e, recentemente, as propostas para a criação de embriões humanos para pesquisa, destinados a posterior destruição, comentou João Paulo II. Na defesa do direito à vida, de acordo com a lei e através de uma cultura vibrante de vida, os Estados Unidos podem mostrar ao mundo a possibilidade de um futuro realmente humano, onde o homem continue sendo o mestre, e não o produto da sua tecnologia, acrescentou o Papa.
Bush viaja hoje para Kosovo.


