Roma - O Papa Bento XVI condenou ontem a tomada de reféns no Afeganistão e fez um apelo aos talibãs que mantêm como reféns um grupo de 22 sul-coreanos a ''libertar indenes suas vítimas'', por ocasião da bênção do Angelus em Castel Gandolfo.
''É um apelo pelos reféns coreanos'', disse o Papa durante a prece, lendo em seguida mensagem condenando ''a prática que se torna comum entre os grupos armados de instrumentalizar pessoas inocentes'' para suas reivindicações.
''Tratam-se de graves violações da dignidade humana, que contradizem as mais elementares regras de civilização e do direito e que ofendem gravemente a lei divina'', declarou.
Os sul-coreanos, membros da Igreja presbiteriana Saem-Mul, foram capturados no dia 19 de julho numa zona sob o controle dos insurgentes talibãs, que ainda detêm um engenheiro alemão e quatro colegas afegãos, sequestrados no dia 18 de julho.
Questão atômica - Também no domingo, o papa concedeu apoio aos esforços da Agência internacional de Energia Atômica (AIEA) em prol de um ''desarmamento nuclear progressivo e negociado'', por ocasião do 50º aniversário deste organismo do qual o Vaticano é membro desde sua criação.
''A Santa Sé aprova plenamente as finalidades deste organismo do qual é membro'', declarou por ocasião da prece do Angelus na sua residência de verão de Castel Gandolfo, perto de Roma.

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